Queimação, choque, formigamento, hipersensibilidade e dor provocada por sentar podem sugerir componente neuropático. Endometriose, cirurgia, compressão ou sensibilização podem participar.
Definição e contexto clínico
Nervos pudendo, ilioinguinal, ilio-hipogástrico, genitofemoral e outros podem gerar padrões diferentes. Dor neuropática não é definida apenas por uma imagem.
Lesões nervosas verdadeiras devem ser diferenciadas de dor referida e sensibilização central.
Sintomas, avaliação e diagnóstico
História detalha território, posição, toque, cicatrizes e déficits sensitivos ou motores. Exame neurológico e musculoesquelético direciona investigação.
Ressonância e eletroneuromiografia têm utilidade seletiva; bloqueios diagnósticos podem ajudar em casos específicos.
Tratamento baseado em evidências
Medicamentos para dor neuropática, fisioterapia, dessensibilização, bloqueios e manejo psicológico da dor podem ser combinados.
Descompressão cirúrgica é reservada a diagnósticos bem sustentados e equipe experiente.
Decisão compartilhada e acompanhamento
Tratamento é gradual e avaliado por função, sono, capacidade de sentar e atividade sexual, além da intensidade.
Dor após cirurgia pélvica merece avaliação antes de se concluir que houve recidiva de doença.
Como este conteúdo foi produzido
Capítulo elaborado para educação de pacientes e atualização de profissionais, com busca dirigida em PubMed/MEDLINE, diretrizes internacionais e documentos de sociedades médicas. Foram priorizadas diretrizes, revisões sistemáticas, consensos e estudos clinicamente relevantes. O texto diferencia recomendações consolidadas de áreas de incerteza e é revisto antes da publicação.
- Autoria e revisão médica
- Dr. Rogério Tadeu Felizi — CRM-SP 109778 • RQE 108856
- Bases e diretrizes
- PubMed/MEDLINE, ESHRE, ACOG, NICE e FIGO, conforme o tema.
- Conflitos de interesse
- O autor declara não possuir conflito de interesse comercial relacionado a este capítulo.
Perguntas frequentes
Como é definida a conduta em neuralgia e dor neuropática pélvica?
A conduta depende de sintomas, anatomia, exames, tratamentos anteriores, riscos, fertilidade e preferências. Um achado isolado raramente determina o plano completo.
Este conteúdo substitui uma consulta?
Não. O capítulo é educativo e ajuda a preparar uma conversa qualificada, mas diagnóstico e tratamento dependem de história clínica, exame, objetivos reprodutivos, exames e preferências individuais.
Uma única opção é a melhor para todas as pacientes?
Não. Em ginecologia, decisões de qualidade são compartilhadas e consideram benefícios, riscos, alternativas, valores da paciente e experiência da equipe.
Referências bibliográficas
- American College of Obstetricians and Gynecologists. Chronic Pelvic Pain. Practice Bulletin No. 218. Obstet Gynecol. 2020;135(3):e98-e109.
- As-Sanie S, et al. Evaluation and Treatment of Chronic Pelvic Pain. Obstet Gynecol. 2019;134(4):e117-e132.
- Becker CM, et al. ESHRE guideline: endometriosis. Hum Reprod Open. 2022;2022(2):hoac009.
As recomendações devem ser interpretadas no contexto clínico individual. Diretrizes apoiam, mas não substituem, julgamento médico e decisão compartilhada.
