Símbolo do Instituto Dr. Rogério FeliziINSTITUTODr. Rogério FeliziGinecologia Avançada

Dor pélvica

Dor pélvica crônica

Avaliação multidimensional das causas ginecológicas, intestinais, urinárias, musculoesqueléticas e neurológicas.

RESUMO EM LINGUAGEM ACESSÍVEL

Dor pélvica crônica frequentemente resulta de mais de um mecanismo. Endometriose é importante, mas bexiga dolorosa, intestino irritável, assoalho pélvico, dor miofascial, neuropatias e sensibilização podem coexistir.

Definição centrada no impacto

Mais do que um número fixo de meses, importa a dor persistente ou recorrente que afeta função, sexualidade, sono, trabalho e qualidade de vida.

A dor é real mesmo quando exames de imagem não explicam toda a intensidade.

Múltiplos geradores

Identificar condições sobrepostas evita tratamentos repetidos direcionados a uma única causa.

  • endometriose, adenomiose e cistos;
  • síndrome da bexiga dolorosa;
  • síndrome do intestino irritável;
  • disfunção do assoalho pélvico e dor miofascial;
  • neuropatias e alterações musculoesqueléticas;
  • sensibilização periférica e central.

Como investigar

A consulta mapeia localização, gatilhos, ciclo, evacuação, micção, relação sexual, cirurgias e tratamentos. Exame abdominal, pélvico e musculoesquelético é individualizado e consentido.

Exames são guiados por hipóteses; repetição indiscriminada pode não acrescentar valor.

Tratamento integrado

Educação, medicamentos, fisioterapia pélvica, sono, saúde mental, manejo intestinal ou vesical e cirurgia quando claramente indicada podem ser combinados.

O objetivo é melhorar função e qualidade de vida, além de reduzir intensidade da dor.

Quando reavaliar o diagnóstico

Falha terapêutica não prova que a doença inicial estava errada, mas exige revisar mecanismos, adesão, efeitos adversos e novas condições.

Dor após cirurgia não significa automaticamente recidiva de endometriose.

Como este conteúdo foi produzido

Capítulo elaborado para educação de pacientes e atualização de profissionais, com busca dirigida em PubMed/MEDLINE, diretrizes internacionais e documentos de sociedades médicas. Foram priorizadas diretrizes, revisões sistemáticas, consensos e estudos clinicamente relevantes. O texto diferencia recomendações consolidadas de áreas de incerteza e é revisto antes da publicação.

Autoria e revisão médica
Dr. Rogério Tadeu Felizi — CRM-SP 109778 • RQE 108856
Bases e diretrizes
PubMed/MEDLINE, ESHRE, ACOG, NICE e FIGO, conforme o tema.
Conflitos de interesse
O autor declara não possuir conflito de interesse comercial relacionado a este capítulo.
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Perguntas frequentes

Dor pélvica com exames normais é psicológica?

Não. Exames podem não captar mecanismos miofasciais, neuropáticos ou de sensibilização. Saúde emocional influencia a experiência de dor, mas não invalida o sintoma.

Este conteúdo substitui uma consulta?

Não. O capítulo é educativo e ajuda a preparar uma conversa qualificada, mas diagnóstico e tratamento dependem de história clínica, exame, objetivos reprodutivos, exames e preferências individuais.

Uma única opção é a melhor para todas as pacientes?

Não. Em ginecologia, decisões de qualidade são compartilhadas e consideram benefícios, riscos, alternativas, valores da paciente e experiência da equipe.

Referências bibliográficas

  1. American College of Obstetricians and Gynecologists. Chronic Pelvic Pain. Practice Bulletin No. 218. Obstet Gynecol. 2020;135(3):e98-e109.
  2. As-Sanie S, et al. Evaluation and Treatment of Chronic Pelvic Pain. Obstet Gynecol. 2019;134(4):e117-e132.
  3. Becker CM, et al. ESHRE guideline: endometriosis. Hum Reprod Open. 2022;2022(2):hoac009.

As recomendações devem ser interpretadas no contexto clínico individual. Diretrizes apoiam, mas não substituem, julgamento médico e decisão compartilhada.

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AUTORIA E REVISÃO MÉDICA

Dr. Rogério Tadeu Felizi

CRM-SP 109778 • RQE 108856. Médico ginecologista, especialista em Cirurgia Ginecológica Avançada e no tratamento de endometriose e miomas uterinos. Head da equipe de Ginecologia e coordenador do Centro de Endometriose e Patologias Uterinas do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

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Informação médica responsável: este conteúdo é educativo e não substitui consulta, exame físico, diagnóstico ou prescrição individualizada. Procure atendimento de urgência diante de sintomas intensos ou sinais de alarme.