Símbolo do Instituto Dr. Rogério FeliziINSTITUTODr. Rogério FeliziGinecologia Avançada

Dor pélvica

Disfunção do assoalho pélvico e dor miofascial

Como tensão muscular, pontos dolorosos e coordenação pélvica podem causar ou manter dor, inclusive após tratamento da endometriose.

RESUMO EM LINGUAGEM ACESSÍVEL

O assoalho pélvico pode permanecer excessivamente contraído em resposta à dor. Pontos-gatilho e baixa coordenação podem contribuir para dor na relação, evacuação, micção e dor persistente mesmo após tratar lesões ginecológicas.

O que acontece

Músculos que deveriam contrair e relaxar de forma coordenada podem permanecer hipertônicos e dolorosos. A resposta inicialmente protetora torna-se parte do problema.

Endometriose, cirurgias, trauma, postura e estresse podem contribuir, sem significar que a dor seja imaginária.

Sintomas

O padrão varia e pode coexistir com outras doenças.

  • dor na penetração ou após relação;
  • dor para evacuar ou urinar;
  • sensação de peso ou espasmo;
  • dor em abdome, quadril, glúteo ou lombar.

Diagnóstico

História e exame musculoesquelético e pélvico consentido avaliam tônus, pontos dolorosos, coordenação e reprodução dos sintomas.

Imagem pode ser normal porque o problema é funcional e miofascial.

Tratamento

Fisioterapia especializada pode utilizar educação, relaxamento, terapia manual, respiração, exercícios graduais e estratégias domiciliares.

Medicamentos e manejo de condições ginecológicas, intestinais ou vesicais podem ser associados.

Como este conteúdo foi produzido

Capítulo elaborado para educação de pacientes e atualização de profissionais, com busca dirigida em PubMed/MEDLINE, diretrizes internacionais e documentos de sociedades médicas. Foram priorizadas diretrizes, revisões sistemáticas, consensos e estudos clinicamente relevantes. O texto diferencia recomendações consolidadas de áreas de incerteza e é revisto antes da publicação.

Autoria e revisão médica
Dr. Rogério Tadeu Felizi — CRM-SP 109778 • RQE 108856
Bases e diretrizes
PubMed/MEDLINE, ESHRE, ACOG, NICE e FIGO, conforme o tema.
Conflitos de interesse
O autor declara não possuir conflito de interesse comercial relacionado a este capítulo.
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Perguntas frequentes

Fisioterapia pélvica é apenas exercício de fortalecimento?

Não. Em dor com hipertonia, o foco inicial frequentemente é relaxamento, coordenação e dessensibilização, não fortalecimento indiscriminado.

Este conteúdo substitui uma consulta?

Não. O capítulo é educativo e ajuda a preparar uma conversa qualificada, mas diagnóstico e tratamento dependem de história clínica, exame, objetivos reprodutivos, exames e preferências individuais.

Uma única opção é a melhor para todas as pacientes?

Não. Em ginecologia, decisões de qualidade são compartilhadas e consideram benefícios, riscos, alternativas, valores da paciente e experiência da equipe.

Referências bibliográficas

  1. American College of Obstetricians and Gynecologists. Chronic Pelvic Pain. Practice Bulletin No. 218. Obstet Gynecol. 2020;135(3):e98-e109.
  2. As-Sanie S, et al. Evaluation and Treatment of Chronic Pelvic Pain. Obstet Gynecol. 2019;134(4):e117-e132.
  3. Becker CM, et al. ESHRE guideline: endometriosis. Hum Reprod Open. 2022;2022(2):hoac009.

As recomendações devem ser interpretadas no contexto clínico individual. Diretrizes apoiam, mas não substituem, julgamento médico e decisão compartilhada.

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AUTORIA E REVISÃO MÉDICA

Dr. Rogério Tadeu Felizi

CRM-SP 109778 • RQE 108856. Médico ginecologista, especialista em Cirurgia Ginecológica Avançada e no tratamento de endometriose e miomas uterinos. Head da equipe de Ginecologia e coordenador do Centro de Endometriose e Patologias Uterinas do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

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Informação médica responsável: este conteúdo é educativo e não substitui consulta, exame físico, diagnóstico ou prescrição individualizada. Procure atendimento de urgência diante de sintomas intensos ou sinais de alarme.