Símbolo do Instituto Dr. Rogério FeliziINSTITUTODr. Rogério FeliziGinecologia Avançada

Dor pélvica

Aderências pélvicas

Causas, relação incerta com dor, infertilidade, diagnóstico e limites da cirurgia para aderências.

RESUMO EM LINGUAGEM ACESSÍVEL

Aderências são faixas de cicatrização interna após cirurgia, inflamação ou endometriose. Podem distorcer anatomia e afetar fertilidade, mas nem toda aderência causa dor e nem toda lise melhora sintomas.

Definição e contexto clínico

Aderências podem envolver ovários, tubas, útero, intestino e parede abdominal. Cirurgias abertas e infecção aumentam risco, mas também surgem após técnicas minimamente invasivas.

A relação entre extensão e intensidade da dor é variável.

Sintomas, avaliação e diagnóstico

Imagem pode sugerir órgãos fixos ou distorção, mas laparoscopia é o método direto de diagnóstico. Não se indica cirurgia apenas para procurar aderências sem pergunta terapêutica clara.

Obstrução intestinal, infertilidade tubária e dor têm avaliações diferentes.

Tratamento baseado em evidências

Adesiólise é indicada quando benefício provável supera risco, como obstrução ou anatomia relevante em casos selecionados. A própria cirurgia pode formar novas aderências.

Técnica delicada, hemostasia e barreiras antiaderência podem reduzir risco, sem eliminá-lo.

Decisão compartilhada e acompanhamento

Para dor isolada, evidência de benefício sustentado é limitada. Mecanismos miofasciais, neuropáticos, vesicais e intestinais devem ser considerados.

Relatórios cirúrgicos prévios ajudam a planejar acesso e riscos.

Como este conteúdo foi produzido

Capítulo elaborado para educação de pacientes e atualização de profissionais, com busca dirigida em PubMed/MEDLINE, diretrizes internacionais e documentos de sociedades médicas. Foram priorizadas diretrizes, revisões sistemáticas, consensos e estudos clinicamente relevantes. O texto diferencia recomendações consolidadas de áreas de incerteza e é revisto antes da publicação.

Autoria e revisão médica
Dr. Rogério Tadeu Felizi — CRM-SP 109778 • RQE 108856
Bases e diretrizes
PubMed/MEDLINE, ESHRE, ACOG, NICE e FIGO, conforme o tema.
Conflitos de interesse
O autor declara não possuir conflito de interesse comercial relacionado a este capítulo.
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Perguntas frequentes

Como é definida a conduta em aderências pélvicas?

A conduta depende de sintomas, anatomia, exames, tratamentos anteriores, riscos, fertilidade e preferências. Um achado isolado raramente determina o plano completo.

Este conteúdo substitui uma consulta?

Não. O capítulo é educativo e ajuda a preparar uma conversa qualificada, mas diagnóstico e tratamento dependem de história clínica, exame, objetivos reprodutivos, exames e preferências individuais.

Uma única opção é a melhor para todas as pacientes?

Não. Em ginecologia, decisões de qualidade são compartilhadas e consideram benefícios, riscos, alternativas, valores da paciente e experiência da equipe.

Referências bibliográficas

  1. American College of Obstetricians and Gynecologists. Chronic Pelvic Pain. Practice Bulletin No. 218. Obstet Gynecol. 2020;135(3):e98-e109.
  2. As-Sanie S, et al. Evaluation and Treatment of Chronic Pelvic Pain. Obstet Gynecol. 2019;134(4):e117-e132.
  3. Becker CM, et al. ESHRE guideline: endometriosis. Hum Reprod Open. 2022;2022(2):hoac009.

As recomendações devem ser interpretadas no contexto clínico individual. Diretrizes apoiam, mas não substituem, julgamento médico e decisão compartilhada.

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AUTORIA E REVISÃO MÉDICA

Dr. Rogério Tadeu Felizi

CRM-SP 109778 • RQE 108856. Médico ginecologista, especialista em Cirurgia Ginecológica Avançada e no tratamento de endometriose e miomas uterinos. Head da equipe de Ginecologia e coordenador do Centro de Endometriose e Patologias Uterinas do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

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Informação médica responsável: este conteúdo é educativo e não substitui consulta, exame físico, diagnóstico ou prescrição individualizada. Procure atendimento de urgência diante de sintomas intensos ou sinais de alarme.