A primeira consulta organiza sintomas, exames, tratamentos anteriores, objetivos reprodutivos e prioridades. Nem sempre termina com uma decisão cirúrgica; frequentemente o primeiro resultado é um plano de investigação e cuidado.
Antes da consulta
Não é necessário repetir exames por conta própria antes da avaliação.
- reúna laudos e, se possível, imagens dos exames;
- liste medicamentos e tratamentos já tentados;
- registre padrão menstrual, dor, sangramento e sintomas;
- anote cirurgias, alergias e objetivos reprodutivos;
- prepare suas principais perguntas.
A conversa clínica
Serão explorados início, intensidade, localização, ciclo, impacto funcional, sintomas intestinais e urinários, sexualidade e fertilidade.
Também importam expectativas, receios e o que a paciente considera sucesso do tratamento.
Exame físico
Quando indicado, é explicado previamente, depende de consentimento e pode incluir avaliação abdominal, ginecológica e do assoalho pélvico.
O exame é adaptado à idade, história, dor e conforto.
Construção do plano
O médico integra dados e decide se exames adicionais realmente mudariam a conduta. Opções clínicas, cirúrgicas e multidisciplinares são apresentadas.
Decisão compartilhada significa tempo para compreender alternativas e riscos.
Depois da consulta
A paciente deve saber quais são os próximos passos, sinais de alerta, prazo de retorno e como tirar dúvidas administrativas.
Levar um resumo ou acompanhante pode ajudar quando há muitas informações.
Como este conteúdo foi produzido
Capítulo elaborado para educação de pacientes e atualização de profissionais, com busca dirigida em PubMed/MEDLINE, diretrizes internacionais e documentos de sociedades médicas. Foram priorizadas diretrizes, revisões sistemáticas, consensos e estudos clinicamente relevantes. O texto diferencia recomendações consolidadas de áreas de incerteza e é revisto antes da publicação.
- Autoria e revisão médica
- Dr. Rogério Tadeu Felizi — CRM-SP 109778 • RQE 108856
- Bases e diretrizes
- PubMed/MEDLINE, ESHRE, ACOG, NICE e FIGO, conforme o tema.
- Conflitos de interesse
- O autor declara não possuir conflito de interesse comercial relacionado a este capítulo.
Perguntas frequentes
Preciso levar os CDs ou links das imagens?
Quando disponíveis, sim. As imagens podem acrescentar informações que não aparecem integralmente no laudo.
Este conteúdo substitui uma consulta?
Não. O capítulo é educativo e ajuda a preparar uma conversa qualificada, mas diagnóstico e tratamento dependem de história clínica, exame, objetivos reprodutivos, exames e preferências individuais.
Uma única opção é a melhor para todas as pacientes?
Não. Em ginecologia, decisões de qualidade são compartilhadas e consideram benefícios, riscos, alternativas, valores da paciente e experiência da equipe.
Referências bibliográficas
- Becker CM, et al. ESHRE guideline: endometriosis. Hum Reprod Open. 2022;2022(2):hoac009.
- Horne AW, Missmer SA. Pathophysiology, diagnosis, and management of endometriosis. BMJ. 2022;379:e070750.
- As-Sanie S, et al. Endometriosis: A Review. JAMA. 2025;333(17):1524-1535.
- National Institute for Health and Care Excellence. Endometriosis: diagnosis and management. NG73. Updated 2024.
- Giuliani E, As-Sanie S, Marsh EE. Epidemiology and management of uterine fibroids. Int J Gynaecol Obstet. 2020;149(1):3-9.
- Munro MG, Critchley HOD, Fraser IS; FIGO Menstrual Disorders Committee. The two FIGO systems for normal and abnormal uterine bleeding symptoms and classification of causes. Int J Gynaecol Obstet. 2018;143(3):393-408.
As recomendações devem ser interpretadas no contexto clínico individual. Diretrizes apoiam, mas não substituem, julgamento médico e decisão compartilhada.
