Símbolo do InstitutoINSTITUTODr. Rogério FeliziGinecologia AvançadaAgendar consulta

Miomas uterinos • Internacional • 2025

Boas práticas FIGO para miomas uterinos

FIGO best practice guidance for diagnosis and treatment of fibroids
Best Practice Guidance — 2025Revisão editorial: 15 de agosto de 2026
SÍNTESE EXECUTIVA

Escopo do documento

Iniciativa internacional multidisciplinar que integra epidemiologia, classificação, diagnóstico, tratamento medicamentoso, técnicas conservadoras, cirurgia e decisões reprodutivas.

Sociedade
FIGO
Ano
2025
Área
Miomas uterinos
Situação
Best Practice Guidance — 2025

Metodologia e construção

  • Série de artigos baseados em revisão da literatura e síntese por especialistas dos comitês FIGO.
  • Orientação prática organizada ao redor de diagnóstico, sintomas, fertilidade e escolha terapêutica.
  • A classificação topográfica FIGO é usada para padronizar comunicação e planejamento.
01

Avaliação inicial

  • Relacionar tratamento a sintomas, anemia, impacto funcional, tamanho e localização, velocidade de crescimento, idade e planos reprodutivos.
  • Utilizar ultrassonografia como exame inicial na maioria dos casos; ressonância quando mapeamento adicional modifica planejamento.
  • Descrever número, dimensões e relação com endométrio e serosa usando a classificação FIGO.
  • Investigar outras causas de sangramento uterino anormal e corrigir anemia antes de procedimentos eletivos.
02

Tratamento medicamentoso

  • Escolher medicamentos pelo sintoma-alvo, necessidade contraceptiva, segurança e horizonte terapêutico.
  • Ácido tranexâmico e opções hormonais podem controlar sangramento sem eliminar os nódulos.
  • Moduladores do eixo GnRH podem reduzir sangramento e volume em contextos definidos; efeitos hipoestrogênicos, duração e terapia add-back exigem atenção.
  • Tratamento clínico pode ser definitivo, ponte para cirurgia ou estratégia de tempo reprodutivo.
03

Preservação uterina

  • Miomectomia é opção central quando há desejo de preservar o útero e a anatomia permite reconstrução segura.
  • Selecionar histeroscopia, laparoscopia, robótica ou laparotomia pelo tipo FIGO, tamanho, número, acesso, necessidade de sutura e experiência.
  • Embolização e ablação por radiofrequência são alternativas para sintomas em pacientes selecionadas; aconselhamento reprodutivo deve explicitar incertezas.
  • HIFU depende de elegibilidade anatômica, disponibilidade e experiência local.
04

Fertilidade

  • Miomas submucosos que distorcem a cavidade têm associação mais consistente com pior reprodução e podem se beneficiar de tratamento.
  • Para intramurais sem distorção, individualizar conforme tamanho, número, histórico e plano de reprodução assistida.
  • Não indicar procedimento apenas pela existência do mioma sem integrar idade, reserva ovariana, sintomas e outros fatores de infertilidade.
05

Histerectomia e segurança

  • Histerectomia é tratamento definitivo quando preservação uterina não é desejada ou adequada.
  • A escolha da via deve privilegiar mínima invasão quando segura e factível.
  • Avaliar suspeita de malignidade; nenhum exame exclui leiomiossarcoma com certeza absoluta antes da cirurgia.
  • Planejar extração tecidual e eventual morcelação com consentimento e avaliação de risco.
APLICAÇÃO PRÁTICA

O que este documento modifica na assistência

  • Padronizar laudos com classificação FIGO e medidas que realmente mudam a estratégia.
  • Tratar a paciente e seus objetivos, não apenas o volume uterino.
  • Corrigir ferro e anemia faz parte do tratamento, inclusive antes da cirurgia.

Divergências e pontos de interpretação

  • Disponibilidade e aprovação de medicamentos variam entre países.
  • Sociedades diferem na ênfase dada a procedimentos não excisionais em pacientes com desejo gestacional.

Limitações da evidência

  • Parte da evidência comparativa é observacional e sujeita a seleção.
  • Desfechos de fertilidade e longo prazo são incompletos para várias tecnologias.
  • A série FIGO deve ser lida por módulos e atualizada com alertas regulatórios locais.
DOCUMENTO ORIGINAL

Referência e acesso oficial

Meinhold-Heerlein I, Purandare N, Murji A, et al. Int J Gynaecol Obstet. 2025;171:611-612. doi:10.1002/ijgo.70496 e série temática associada.

Consultar a fonte original ↗

Conteúdos relacionados no Instituto

Símbolo do Instituto
CURADORIA E REVISÃO CIENTÍFICA

Dr. Rogério Tadeu Felizi

Médico ginecologista — CRM-SP 109778 • RQE 108856. Especialista em cirurgia ginecológica avançada e no diagnóstico e tratamento de endometriose e miomas uterinos.

Conteúdo educacional para profissionais de saúde. Não substitui o documento original, avaliação individual, regulamentação brasileira ou protocolo institucional.