Escopo do documento
Iniciativa internacional multidisciplinar que integra epidemiologia, classificação, diagnóstico, tratamento medicamentoso, técnicas conservadoras, cirurgia e decisões reprodutivas.
- Sociedade
- FIGO
- Ano
- 2025
- Área
- Miomas uterinos
- Situação
- Best Practice Guidance — 2025
Metodologia e construção
- Série de artigos baseados em revisão da literatura e síntese por especialistas dos comitês FIGO.
- Orientação prática organizada ao redor de diagnóstico, sintomas, fertilidade e escolha terapêutica.
- A classificação topográfica FIGO é usada para padronizar comunicação e planejamento.
01
Avaliação inicial
- Relacionar tratamento a sintomas, anemia, impacto funcional, tamanho e localização, velocidade de crescimento, idade e planos reprodutivos.
- Utilizar ultrassonografia como exame inicial na maioria dos casos; ressonância quando mapeamento adicional modifica planejamento.
- Descrever número, dimensões e relação com endométrio e serosa usando a classificação FIGO.
- Investigar outras causas de sangramento uterino anormal e corrigir anemia antes de procedimentos eletivos.
02
Tratamento medicamentoso
- Escolher medicamentos pelo sintoma-alvo, necessidade contraceptiva, segurança e horizonte terapêutico.
- Ácido tranexâmico e opções hormonais podem controlar sangramento sem eliminar os nódulos.
- Moduladores do eixo GnRH podem reduzir sangramento e volume em contextos definidos; efeitos hipoestrogênicos, duração e terapia add-back exigem atenção.
- Tratamento clínico pode ser definitivo, ponte para cirurgia ou estratégia de tempo reprodutivo.
03
Preservação uterina
- Miomectomia é opção central quando há desejo de preservar o útero e a anatomia permite reconstrução segura.
- Selecionar histeroscopia, laparoscopia, robótica ou laparotomia pelo tipo FIGO, tamanho, número, acesso, necessidade de sutura e experiência.
- Embolização e ablação por radiofrequência são alternativas para sintomas em pacientes selecionadas; aconselhamento reprodutivo deve explicitar incertezas.
- HIFU depende de elegibilidade anatômica, disponibilidade e experiência local.
04
Fertilidade
- Miomas submucosos que distorcem a cavidade têm associação mais consistente com pior reprodução e podem se beneficiar de tratamento.
- Para intramurais sem distorção, individualizar conforme tamanho, número, histórico e plano de reprodução assistida.
- Não indicar procedimento apenas pela existência do mioma sem integrar idade, reserva ovariana, sintomas e outros fatores de infertilidade.
05
Histerectomia e segurança
- Histerectomia é tratamento definitivo quando preservação uterina não é desejada ou adequada.
- A escolha da via deve privilegiar mínima invasão quando segura e factível.
- Avaliar suspeita de malignidade; nenhum exame exclui leiomiossarcoma com certeza absoluta antes da cirurgia.
- Planejar extração tecidual e eventual morcelação com consentimento e avaliação de risco.
O que este documento modifica na assistência
- Padronizar laudos com classificação FIGO e medidas que realmente mudam a estratégia.
- Tratar a paciente e seus objetivos, não apenas o volume uterino.
- Corrigir ferro e anemia faz parte do tratamento, inclusive antes da cirurgia.
Divergências e pontos de interpretação
- Disponibilidade e aprovação de medicamentos variam entre países.
- Sociedades diferem na ênfase dada a procedimentos não excisionais em pacientes com desejo gestacional.
Limitações da evidência
- Parte da evidência comparativa é observacional e sujeita a seleção.
- Desfechos de fertilidade e longo prazo são incompletos para várias tecnologias.
- A série FIGO deve ser lida por módulos e atualizada com alertas regulatórios locais.
Referência e acesso oficial
Meinhold-Heerlein I, Purandare N, Murji A, et al. Int J Gynaecol Obstet. 2025;171:611-612. doi:10.1002/ijgo.70496 e série temática associada.
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