Símbolo do Instituto Dr. Rogério FeliziINSTITUTODr. Rogério FeliziGinecologia Avançada

Miomas uterinos

Classificação FIGO dos miomas uterinos

Entenda os tipos FIGO 0 a 8 e como localização, relação com o endométrio e serosa influenciam sintomas e tratamento.

RESUMO EM LINGUAGEM ACESSÍVEL

A classificação FIGO descreve a posição do mioma em relação à cavidade uterina e à superfície externa do útero. Ela melhora a comunicação e ajuda a escolher entre observação, medicamentos, histeroscopia, laparoscopia, robótica ou outras opções.

Por que classificar

Tamanho isolado não define o impacto de um mioma. Um pequeno mioma submucoso pode causar sangramento ou interferir na cavidade, enquanto um mioma subseroso maior pode ser assintomático.

A classificação deve acompanhar número, dimensões, localização, vascularização e sintomas.

Tipos 0 a 2: submucosos

São associados a sangramento e podem influenciar fertilidade. A ressecção histeroscópica depende de tamanho, penetração e segurança.

  • FIGO 0: intracavitário pediculado;
  • FIGO 1: menos de 50% intramural;
  • FIGO 2: 50% ou mais intramural.

Tipos 3 a 5: intramurais e híbridos

O efeito sobre sintomas e fertilidade varia. A decisão não deve ser baseada apenas no número da classificação.

  • FIGO 3: toca o endométrio, totalmente intramural;
  • FIGO 4: totalmente intramural;
  • FIGO 5: subseroso com 50% ou mais intramural.

Tipos 6 a 8 e lesões híbridas

Miomas que se relacionam com endométrio e serosa podem receber dois números, descrevendo ambas as interfaces.

  • FIGO 6: subseroso com menos de 50% intramural;
  • FIGO 7: subseroso pediculado;
  • FIGO 8: outras localizações, como cervical ou parasita.

Como a classificação orienta tratamento

Miomas submucosos frequentemente direcionam para histeroscopia; intramurais e subserosos selecionados podem exigir laparoscopia, robótica ou laparotomia. Algumas pacientes não precisam de cirurgia.

Idade, anemia, desejo gestacional, volume uterino e experiência da equipe completam a decisão.

Como este conteúdo foi produzido

Capítulo elaborado para educação de pacientes e atualização de profissionais, com busca dirigida em PubMed/MEDLINE, diretrizes internacionais e documentos de sociedades médicas. Foram priorizadas diretrizes, revisões sistemáticas, consensos e estudos clinicamente relevantes. O texto diferencia recomendações consolidadas de áreas de incerteza e é revisto antes da publicação.

Autoria e revisão médica
Dr. Rogério Tadeu Felizi — CRM-SP 109778 • RQE 108856
Bases e diretrizes
PubMed/MEDLINE, ESHRE, ACOG, NICE e FIGO, conforme o tema.
Conflitos de interesse
O autor declara não possuir conflito de interesse comercial relacionado a este capítulo.
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Perguntas frequentes

O tipo FIGO determina sozinho se preciso operar?

Não. Ele descreve anatomia; sintomas, fertilidade, tamanho, número, idade e preferências completam a decisão.

Este conteúdo substitui uma consulta?

Não. O capítulo é educativo e ajuda a preparar uma conversa qualificada, mas diagnóstico e tratamento dependem de história clínica, exame, objetivos reprodutivos, exames e preferências individuais.

Uma única opção é a melhor para todas as pacientes?

Não. Em ginecologia, decisões de qualidade são compartilhadas e consideram benefícios, riscos, alternativas, valores da paciente e experiência da equipe.

Referências bibliográficas

  1. Giuliani E, As-Sanie S, Marsh EE. Epidemiology and management of uterine fibroids. Int J Gynaecol Obstet. 2020;149(1):3-9.
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  3. American College of Obstetricians and Gynecologists. Management of Symptomatic Uterine Leiomyomas. Practice Bulletin No. 228. Obstet Gynecol. 2021;137(6):e100-e115.
  4. Stewart EA, et al. Uterine fibroids. Nat Rev Dis Primers. 2016;2:16043.

As recomendações devem ser interpretadas no contexto clínico individual. Diretrizes apoiam, mas não substituem, julgamento médico e decisão compartilhada.

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AUTORIA E REVISÃO MÉDICA

Dr. Rogério Tadeu Felizi

CRM-SP 109778 • RQE 108856. Médico ginecologista, especialista em Cirurgia Ginecológica Avançada e no tratamento de endometriose e miomas uterinos. Head da equipe de Ginecologia e coordenador do Centro de Endometriose e Patologias Uterinas do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

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Informação médica responsável: este conteúdo é educativo e não substitui consulta, exame físico, diagnóstico ou prescrição individualizada. Procure atendimento de urgência diante de sintomas intensos ou sinais de alarme.