A endometriose ureteral é incomum, porém clinicamente importante, porque pode obstruir o fluxo urinário e prejudicar a função renal mesmo com poucos sintomas. O diagnóstico exige avaliação anatômica e funcional.
Por que merece atenção
O ureter pode ser comprimido externamente por fibrose ou infiltrado diretamente. Hidronefrose pode evoluir de modo silencioso.
Dor lombar ou urinária pode ocorrer, mas ausência de sintomas não elimina risco funcional.
Diagnóstico
Ultrassonografia dos rins e vias urinárias, ressonância e outros exames urológicos avaliam dilatação, local da obstrução e função renal.
O mapeamento pélvico deve descrever relação das lesões com o trajeto ureteral.
Tratamento
A presença de obstrução geralmente muda a prioridade terapêutica. Liberação do ureter, ressecção segmentar ou reimplante podem ser necessários conforme extensão.
A participação do urologista é planejada de acordo com complexidade e função renal.
Acompanhamento
O seguimento verifica função renal, resolução da dilatação e sintomas. Tratamento hormonal pode ser associado para controle global da doença quando indicado.
Decisões devem ocorrer em centro com experiência em doença profunda e reconstrução urinária.
Como este conteúdo foi produzido
Capítulo elaborado para educação de pacientes e atualização de profissionais, com busca dirigida em PubMed/MEDLINE, diretrizes internacionais e documentos de sociedades médicas. Foram priorizadas diretrizes, revisões sistemáticas, consensos e estudos clinicamente relevantes. O texto diferencia recomendações consolidadas de áreas de incerteza e é revisto antes da publicação.
- Autoria e revisão médica
- Dr. Rogério Tadeu Felizi — CRM-SP 109778 • RQE 108856
- Bases e diretrizes
- PubMed/MEDLINE, ESHRE, ACOG, NICE e FIGO, conforme o tema.
- Conflitos de interesse
- O autor declara não possuir conflito de interesse comercial relacionado a este capítulo.
Perguntas frequentes
É possível ter endometriose ureteral sem dor?
Sim. Por isso, quando a imagem sugere proximidade ureteral, a avaliação dos rins e vias urinárias é importante.
Este conteúdo substitui uma consulta?
Não. O capítulo é educativo e ajuda a preparar uma conversa qualificada, mas diagnóstico e tratamento dependem de história clínica, exame, objetivos reprodutivos, exames e preferências individuais.
Uma única opção é a melhor para todas as pacientes?
Não. Em ginecologia, decisões de qualidade são compartilhadas e consideram benefícios, riscos, alternativas, valores da paciente e experiência da equipe.
Referências bibliográficas
- Becker CM, et al. ESHRE guideline: endometriosis. Hum Reprod Open. 2022;2022(2):hoac009.
- Horne AW, Missmer SA. Pathophysiology, diagnosis, and management of endometriosis. BMJ. 2022;379:e070750.
- As-Sanie S, et al. Endometriosis: A Review. JAMA. 2025;333(17):1524-1535.
- National Institute for Health and Care Excellence. Endometriosis: diagnosis and management. NG73. Updated 2024.
As recomendações devem ser interpretadas no contexto clínico individual. Diretrizes apoiam, mas não substituem, julgamento médico e decisão compartilhada.
