O mioma intramural cresce na musculatura uterina. Pode causar sangramento, dor ou aumento do útero, mas muitos são assintomáticos. Tamanho, número e relação com a cavidade orientam a conduta.
Definição e contexto clínico
Miomas FIGO 3 e 4 são predominantemente intramurais; tipos híbridos podem relacionar-se também com endométrio ou serosa.
A distorção da cavidade e o volume total têm mais relevância clínica do que o rótulo isolado.
Sintomas, avaliação e diagnóstico
Ultrassom detalhado descreve posição, dimensões, número e relação com endométrio. Ressonância ajuda em úteros volumosos ou múltiplos e no planejamento.
Adenomiose, pólipos e causas endometriais de sangramento devem ser diferenciados.
Tratamento baseado em evidências
Observação é adequada quando assintomático. Medicamentos controlam sangramento, mas nem sempre reduzem volume de forma sustentada.
Miomectomia é considerada por sintomas, cavidade, fertilidade e efeito compressivo. A via depende de tamanho, número, localização e experiência.
Decisão compartilhada e acompanhamento
Em infertilidade sem distorção da cavidade, o benefício da remoção é incerto e deve ser individualizado.
A decisão compara benefício esperado com risco de sangramento, aderências, cicatriz uterina e recorrência.
Como este conteúdo foi produzido
Capítulo elaborado para educação de pacientes e atualização de profissionais, com busca dirigida em PubMed/MEDLINE, diretrizes internacionais e documentos de sociedades médicas. Foram priorizadas diretrizes, revisões sistemáticas, consensos e estudos clinicamente relevantes. O texto diferencia recomendações consolidadas de áreas de incerteza e é revisto antes da publicação.
- Autoria e revisão médica
- Dr. Rogério Tadeu Felizi — CRM-SP 109778 • RQE 108856
- Bases e diretrizes
- PubMed/MEDLINE, ESHRE, ACOG, NICE e FIGO, conforme o tema.
- Conflitos de interesse
- O autor declara não possuir conflito de interesse comercial relacionado a este capítulo.
Perguntas frequentes
Como é definida a conduta em mioma intramural?
A conduta depende de sintomas, anatomia, exames, tratamentos anteriores, riscos, fertilidade e preferências. Um achado isolado raramente determina o plano completo.
Este conteúdo substitui uma consulta?
Não. O capítulo é educativo e ajuda a preparar uma conversa qualificada, mas diagnóstico e tratamento dependem de história clínica, exame, objetivos reprodutivos, exames e preferências individuais.
Uma única opção é a melhor para todas as pacientes?
Não. Em ginecologia, decisões de qualidade são compartilhadas e consideram benefícios, riscos, alternativas, valores da paciente e experiência da equipe.
Referências bibliográficas
- Giuliani E, As-Sanie S, Marsh EE. Epidemiology and management of uterine fibroids. Int J Gynaecol Obstet. 2020;149(1):3-9.
- Munro MG, Critchley HOD, Fraser IS; FIGO Menstrual Disorders Committee. The two FIGO systems for normal and abnormal uterine bleeding symptoms and classification of causes. Int J Gynaecol Obstet. 2018;143(3):393-408.
- American College of Obstetricians and Gynecologists. Management of Symptomatic Uterine Leiomyomas. Practice Bulletin No. 228. Obstet Gynecol. 2021;137(6):e100-e115.
- Stewart EA, et al. Uterine fibroids. Nat Rev Dis Primers. 2016;2:16043.
As recomendações devem ser interpretadas no contexto clínico individual. Diretrizes apoiam, mas não substituem, julgamento médico e decisão compartilhada.
