Símbolo do Instituto Dr. Rogério FeliziINSTITUTODr. Rogério FeliziGinecologia Avançada

Endometriose

Endometriose diafragmática e torácica

Sintomas, investigação por imagem, diagnóstico diferencial e tratamento da endometriose do diafragma e do tórax.

RESUMO EM LINGUAGEM ACESSÍVEL

A endometriose diafragmática e torácica é rara e pode causar dor no ombro ou tórax, falta de ar, tosse com sangue ou pneumotórax relacionado ao ciclo. A avaliação exige correlação temporal dos sintomas e integração entre ginecologia, radiologia e cirurgia torácica.

Definição e contexto clínico

Lesões podem envolver a superfície abdominal do diafragma, sua espessura, pleura ou pulmão. A apresentação mais conhecida é a síndrome de endometriose torácica, que inclui pneumotórax, hemotórax, hemoptise e nódulos pulmonares relacionados à menstruação.

O acometimento costuma ocorrer à direita, mas outras distribuições são possíveis. Endometriose pélvica profunda pode coexistir e deve ser investigada conforme sintomas.

Sintomas, avaliação e diagnóstico

Dor cíclica no ombro, hipocôndrio, tórax ou região escapular merece atenção. Falta de ar súbita e dor torácica são emergências e não devem aguardar consulta eletiva.

Tomografia e ressonância podem ajudar, mas exames normais não excluem pequenas lesões. Diagnósticos diferenciais cardiovasculares, pulmonares, biliares e musculoesqueléticos precisam ser considerados.

Tratamento baseado em evidências

Supressão hormonal pode reduzir recorrências e sintomas em pacientes selecionadas. Cirurgia é considerada diante de eventos torácicos, falha clínica, lesões relevantes ou necessidade de tratamento pélvico concomitante.

Casos complexos podem exigir videolaparoscopia e videotoracoscopia coordenadas, com reparo do diafragma e tratamento pleuropulmonar quando indicado.

Decisão compartilhada e acompanhamento

A estratégia deve equilibrar gravidade dos eventos, desejo reprodutivo, extensão pélvica e risco de recorrência. Planejamento multidisciplinar é parte essencial da segurança.

O seguimento monitora sintomas respiratórios e pélvicos; recorrência pode ocorrer mesmo após cirurgia e justificar tratamento combinado.

Como este conteúdo foi produzido

Capítulo elaborado para educação de pacientes e atualização de profissionais, com busca dirigida em PubMed/MEDLINE, diretrizes internacionais e documentos de sociedades médicas. Foram priorizadas diretrizes, revisões sistemáticas, consensos e estudos clinicamente relevantes. O texto diferencia recomendações consolidadas de áreas de incerteza e é revisto antes da publicação.

Autoria e revisão médica
Dr. Rogério Tadeu Felizi — CRM-SP 109778 • RQE 108856
Bases e diretrizes
PubMed/MEDLINE, ESHRE, ACOG, NICE e FIGO, conforme o tema.
Conflitos de interesse
O autor declara não possuir conflito de interesse comercial relacionado a este capítulo.
Conheça a política editorial completa →

Perguntas frequentes

Como é definida a conduta em endometriose diafragmática e torácica?

A conduta depende de sintomas, anatomia, exames, tratamentos anteriores, riscos, fertilidade e preferências. Um achado isolado raramente determina o plano completo.

Este conteúdo substitui uma consulta?

Não. O capítulo é educativo e ajuda a preparar uma conversa qualificada, mas diagnóstico e tratamento dependem de história clínica, exame, objetivos reprodutivos, exames e preferências individuais.

Uma única opção é a melhor para todas as pacientes?

Não. Em ginecologia, decisões de qualidade são compartilhadas e consideram benefícios, riscos, alternativas, valores da paciente e experiência da equipe.

Referências bibliográficas

  1. Becker CM, et al. ESHRE guideline: endometriosis. Hum Reprod Open. 2022;2022(2):hoac009.
  2. Horne AW, Missmer SA. Pathophysiology, diagnosis, and management of endometriosis. BMJ. 2022;379:e070750.
  3. As-Sanie S, et al. Endometriosis: A Review. JAMA. 2025;333(17):1524-1535.
  4. National Institute for Health and Care Excellence. Endometriosis: diagnosis and management. NG73. Updated 2024.
  5. Chapron C, et al. Rethinking mechanisms, diagnosis and management of endometriosis. Nat Rev Endocrinol. 2019;15:666-682.

As recomendações devem ser interpretadas no contexto clínico individual. Diretrizes apoiam, mas não substituem, julgamento médico e decisão compartilhada.

Símbolo do Instituto
AUTORIA E REVISÃO MÉDICA

Dr. Rogério Tadeu Felizi

CRM-SP 109778 • RQE 108856. Médico ginecologista, especialista em Cirurgia Ginecológica Avançada e no tratamento de endometriose e miomas uterinos. Head da equipe de Ginecologia e coordenador do Centro de Endometriose e Patologias Uterinas do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

Ver currículo e vínculos profissionais →
Informação médica responsável: este conteúdo é educativo e não substitui consulta, exame físico, diagnóstico ou prescrição individualizada. Procure atendimento de urgência diante de sintomas intensos ou sinais de alarme.