Símbolo do Instituto Dr. Rogério FeliziINSTITUTODr. Rogério FeliziGinecologia Avançada

Dor pélvica

Dor neuropática pós-operatória

Queimação, choque, dormência e dor em cicatriz após cirurgia pélvica.

RESUMO EM LINGUAGEM ACESSÍVEL

Queimação, choque, formigamento, dormência ou hipersensibilidade podem indicar dor neuropática após cirurgia. Reconhecimento precoce permite tratamento específico.

Resumo clínico

Queimação, choque, formigamento, dormência ou hipersensibilidade podem indicar dor neuropática após cirurgia. Reconhecimento precoce permite tratamento específico.

A intensidade do sintoma ou o tamanho de uma alteração não determinam isoladamente sua causa ou gravidade. História clínica, exame, métodos complementares e objetivos individuais precisam ser interpretados em conjunto.

Mecanismos e condições associadas

Nervos ilioinguinal, ilio-hipogástrico, genitofemoral, pudendo e cutâneos podem sofrer tração, compressão ou aprisionamento.

Neuroma e sensibilização podem manter dor mesmo após cicatrização tecidual.

Avaliação e diagnóstico diferencial

Mapeia-se território, cicatriz, toque, postura e déficit neurológico. Ultrassom, ressonância e bloqueios têm uso seletivo.

Fraqueza progressiva ou perda esfincteriana exige urgência.

Tratamento e cuidado individualizado

Medicamentos neuropáticos, dessensibilização, fisioterapia e bloqueios são opções. Revisão de sutura ou descompressão é rara e depende de diagnóstico sólido.

Opioides isolados têm eficácia limitada para mecanismo neuropático crônico.

O que mostram as evidências

Evidência específica ginecológica é limitada; princípios vêm de dor pós-cirúrgica persistente e neuropatias.

Tratamento precoce e interdisciplinar pode reduzir cronificação.

Sinais de alerta e acompanhamento

Sinais de alerta exigem avaliação presencial apropriada. Fora das urgências, um plano de acompanhamento deve definir objetivos, prazo para reavaliação, efeitos adversos e critérios para mudar a estratégia.

  • sintoma súbito, intenso ou progressivo;
  • febre, desmaio, falta de ar ou vômitos persistentes;
  • sangramento importante ou possibilidade de gestação;
  • perda de peso, anemia ou alteração persistente do funcionamento intestinal ou urinário.

Como este conteúdo foi produzido

Capítulo elaborado para educação de pacientes e atualização de profissionais, com busca dirigida em PubMed/MEDLINE, diretrizes internacionais e documentos de sociedades médicas. Foram priorizadas diretrizes, revisões sistemáticas, consensos e estudos clinicamente relevantes. O texto diferencia recomendações consolidadas de áreas de incerteza e é revisto antes da publicação.

Autoria e revisão médica
Dr. Rogério Tadeu Felizi — CRM-SP 109778 • RQE 108856
Bases e diretrizes
PubMed/MEDLINE, ESHRE, ACOG, NICE e FIGO, conforme o tema.
Conflitos de interesse
O autor declara não possuir conflito de interesse comercial relacionado a este capítulo.
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Perguntas frequentes

Existe um único exame ou tratamento para dor neuropática pós-operatória?

Não. Exames e tratamentos são selecionados conforme hipótese clínica, intensidade, impacto funcional, idade, fertilidade, contraindicações e preferências.

Este conteúdo substitui uma consulta?

Não. O capítulo é educativo e ajuda a preparar uma conversa qualificada, mas diagnóstico e tratamento dependem de história clínica, exame, objetivos reprodutivos, exames e preferências individuais.

Uma única opção é a melhor para todas as pacientes?

Não. Em ginecologia, decisões de qualidade são compartilhadas e consideram benefícios, riscos, alternativas, valores da paciente e experiência da equipe.

Referências bibliográficas

  1. American College of Obstetricians and Gynecologists. Chronic Pelvic Pain. Practice Bulletin No. 218. Obstet Gynecol. 2020;135(3):e98-e109.
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  4. Allaire C, et al. Guideline No. 445: Management of Chronic Pelvic Pain. J Obstet Gynaecol Can. 2024;46(1):102283.
  5. Vincent K, et al. An update on the management of chronic pelvic pain in women. Anaesthesia. 2021;76 Suppl 4:96-107.

As recomendações devem ser interpretadas no contexto clínico individual. Diretrizes apoiam, mas não substituem, julgamento médico e decisão compartilhada.

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AUTORIA E REVISÃO MÉDICA

Dr. Rogério Tadeu Felizi

CRM-SP 109778 • RQE 108856. Médico ginecologista, especialista em Cirurgia Ginecológica Avançada e no tratamento de endometriose e miomas uterinos. Head da equipe de Ginecologia e coordenador do Centro de Endometriose e Patologias Uterinas do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

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Informação médica responsável: este conteúdo é educativo e não substitui consulta, exame físico, diagnóstico ou prescrição individualizada. Procure atendimento de urgência diante de sintomas intensos ou sinais de alarme.