A embolização reduz o suprimento sanguíneo dos miomas e pode melhorar sangramento e volume uterino. É alternativa à cirurgia para pacientes selecionadas, mas aconselhamento reprodutivo e risco de reintervenção são importantes.
Definição e contexto clínico
O radiologista intervencionista acessa artérias uterinas por cateter e injeta partículas para reduzir vascularização dos miomas.
Adenomiose associada, anatomia vascular e características dos nódulos podem influenciar resposta.
Sintomas, avaliação e diagnóstico
Imagem confirma diagnóstico e exclui contraindicações. Gravidez, infecção pélvica ativa e suspeita de malignidade impedem o procedimento.
Idade, função ovariana e desejo gestacional são discutidos antes da decisão.
Tratamento baseado em evidências
Dor intensa nos primeiros dias é comum e exige protocolo analgésico. Febre baixa, fadiga e eliminação de tecido podem ocorrer.
Melhora do sangramento costuma preceder redução de volume. Algumas pacientes necessitam nova intervenção ao longo dos anos.
Decisão compartilhada e acompanhamento
Para quem deseja gestação, evidências reprodutivas são menos previsíveis que após miomectomia em muitas situações; decisão deve ser multidisciplinar.
A comparação deve incluir recuperação, riscos, preservação uterina, reintervenção e alternativas clínicas e cirúrgicas.
Como este conteúdo foi produzido
Capítulo elaborado para educação de pacientes e atualização de profissionais, com busca dirigida em PubMed/MEDLINE, diretrizes internacionais e documentos de sociedades médicas. Foram priorizadas diretrizes, revisões sistemáticas, consensos e estudos clinicamente relevantes. O texto diferencia recomendações consolidadas de áreas de incerteza e é revisto antes da publicação.
- Autoria e revisão médica
- Dr. Rogério Tadeu Felizi — CRM-SP 109778 • RQE 108856
- Bases e diretrizes
- PubMed/MEDLINE, ESHRE, ACOG, NICE e FIGO, conforme o tema.
- Conflitos de interesse
- O autor declara não possuir conflito de interesse comercial relacionado a este capítulo.
Perguntas frequentes
Como é definida a conduta em embolização das artérias uterinas?
A conduta depende de sintomas, anatomia, exames, tratamentos anteriores, riscos, fertilidade e preferências. Um achado isolado raramente determina o plano completo.
Este conteúdo substitui uma consulta?
Não. O capítulo é educativo e ajuda a preparar uma conversa qualificada, mas diagnóstico e tratamento dependem de história clínica, exame, objetivos reprodutivos, exames e preferências individuais.
Uma única opção é a melhor para todas as pacientes?
Não. Em ginecologia, decisões de qualidade são compartilhadas e consideram benefícios, riscos, alternativas, valores da paciente e experiência da equipe.
Referências bibliográficas
- Giuliani E, As-Sanie S, Marsh EE. Epidemiology and management of uterine fibroids. Int J Gynaecol Obstet. 2020;149(1):3-9.
- Munro MG, Critchley HOD, Fraser IS; FIGO Menstrual Disorders Committee. The two FIGO systems for normal and abnormal uterine bleeding symptoms and classification of causes. Int J Gynaecol Obstet. 2018;143(3):393-408.
- American College of Obstetricians and Gynecologists. Management of Symptomatic Uterine Leiomyomas. Practice Bulletin No. 228. Obstet Gynecol. 2021;137(6):e100-e115.
- Stewart EA, et al. Uterine fibroids. Nat Rev Dis Primers. 2016;2:16043.
- Sandberg EM, et al. Reintervention risk and quality of life after uterine-sparing interventions for fibroids: a systematic review and meta-analysis. Fertil Steril. 2018;109:698-707.e1.
As recomendações devem ser interpretadas no contexto clínico individual. Diretrizes apoiam, mas não substituem, julgamento médico e decisão compartilhada.
